Você conhece os tipos de investimentos em startup?

Um erro comum cometido pelos empreendedores é buscar por um investimento que não condiz com a realidade de sua startup. Conheça cada um deles e saiba qual o melhor investimento para a sua startup:

• Bootstrapping

É o primeiro passo dos investidores. Neste caso, o empreendedor ou grupo investe dinheiro do próprio bolso. Em geral, as startups criadas começam com esse sistema até conseguirem investimentos maiores. Aqui, elas precisam ter, cerca de R$ 150 mil para ter o negócio validado no período de seis meses a um ano e começar a rodar.

• Investimento-Anjo
Esse investimento é realizado por pessoas físicas, com capital próprio suficiente. Geralmente, são profissionais experientes que reconhecem uma startup de potencial e investem dinheiro nela, em troca de participação minoritária na empresa. Estes
indivíduos são, na grande maioria, empresários e executivos bem-sucedidos e com recursos para investir em novos negócios. Tem como objetivo aplicar em negócios com alto potencial de retorno. Em geral, esse tipo de investimento para startups fica na
faixa de R$ 200 mil a R$ 500 mil, mas pode chegar a até R$ 1 milhão.

• Capital semente (Seed)
Pode ser feito por pessoas físicas ou jurídicas. Os fundos abordam valores maiores que os investidores-anjo, já que são formados por grupos de investidores que aplicam o capital juntos, o que reduz o risco de cada um. O valor é geralmente de duas a três
vezes maior do que a média do investidor anjo e buscam startups que já estão mais estruturadas no mercado. Esse tipo de investimento apoia startups em fase de implementação e organização de operações. Buscam o lucro atrelado ao crescimento,
o montante obtido pode chegar a R$ 5 milhões.


• Incubadoras
Representam um modelo mais tradicional de investimento a partir de um projeto ou uma empresa que quer se desenvolver. Elas apoiam negócios não tão escaláveis. O processo de incubação inclui ajuda com a modelagem básica do negócio, com técnicas de apresentação, acesso a recursos de ensino superior, entre outros. Elas tem um processo mais burocrático para seleção, incluindo plano de negócios completo.


• Aceleradoras
As aceleradoras contam com o que é chamado de programa de aceleração. Nele, a startup conta com uma metodologia feita para ajudá-la a se desenvolver durante o período de aceleração. Ela tem uma metodologia mais complexa. O processo para participar é aberto. As aceleradoras geralmente procuram por startups consistindo de um time para apoiá-los financeiramente, oferecem consultoria, entre outros. Em troca, recebem uma participação acionária da empresa (equity). Há uma grande variedade de formatos de aceleração, mas o mais comum é investimento em troca de equity e é, geralmente, na faixa de R$ 100 a R$ 200 mil.


• Venture Capital
Os fundos são voltados para negócios que já possuem uma solução montada e uma base de clientes, provando que é uma startup escalável. São uma ótima opção para startups que estão em estágio mais avançado. No Brasil, a faixa investida está entre R$ 2 milhões e 10 milhões, mas esse valor pode chegar na casa de dezenas de milhões para fundos maiores.


• Venture Building
Esse modelo fornece todo o planejamento estratégico, a captação de recursos financeiros e humanos e estrutura física. O objetivo dela não é apenas criar um produto, mas também construir o negócio. Normalmente, a participação de uma Venture Builder em uma startup é grande, chegando a 80% da estrutura acionário na fase inicial. O modelo traz mais agilidade nas tomadas de decisão, beneficia as startups na otimização de recursos e possibilita o compartilhamento de conhecimento, além de gerar novas oportunidades de negócios através de uma rede de clientes e parceiros.

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